Não existe forma de pensar mais perigosa do que aquela que leva o empresário de varejo a considerar que o negócio dele é diferente. Essa forma de pensar o mundo a partir do umbigo gera ineficiências dramáticas na gestão do negócio. Ao insistir nesse comportamento, toda e qualquer inovação que possa ser obtida a partir da observação de boas práticas ocorridas em outros setores é, obviamente, descartada. Isso dificulta, também, a incorporação ao seu negócio de sistemas de informação de classe mundial, mas que como foram concebidos para atender “n” empresas e não especificamente a empresa dele, nunca será capaz de concorrer com aqueles programas feitos em casa, feitos à sua imagem e semelhança. Em verdade, não existe negócio igual a nenhum outro; da mesma forma que, sob diversos aspectos, todos guardam muitas semelhanças entre si. O fundamental é discriminar aquilo que é de fato o que diferencia o seu negócio dos demais, aquilo que o torna único aos olhos do consumidor (que é o que realmente importa) e de que forma tal identidade agrega valor ao consumidor (porque é que ele escolhe a sua loja em relação aos dos concorrentes). Deixar de “reinventar a roda” o tempo todo, libera energia para cuidar com mais cuidado e detalhes daquilo que é essencial e permite aproveitar das economias de escala das soluções desenvolvidas para o mercado. Não são nada pequenos os ganhos advindos de padronizações que ocorrem de forma a racionalizar processos que são comuns a todo um setor da economia, ainda que isso signifique ter de colaborar com concorrentes ou empresas de outros setores para estabelecer tais padrões. Pense a respeito, isso não mata nem arranca pedaço.
Fonte : GS&MD/Artigo
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