Mesmo com as operações de e-commerce consolidadas no país, a maioria dos brasileiros prefere comprar roupas no comércio tradicional. As justificativas: dificuldade de escolher o tamanho, sentir o caimento da roupa e ter a certeza de que não gastar com algo que ficará no armário. As empresárias Mariana Medeiros, Rosana Saigh e Isabel Humberg sabiam o tamanho do desafio quando, em 2009, decidiram colocar no ar o site OQVestir, um dos primeiros na categoria a oferecer vários modelos com uma consultoria de moda. São 4.000 itens à disposição, de 70 marcas, novidades diárias e um controle rígido de estoque que, a cada três minutos, conversa com a loja. Assim, o OQVestir só vende o que tem à disposição no depósito. O site registra três milhões de page views por mês, tem 15 mil clientes cadastrados e foi classificado em 2010 como uma das dez start ups mais promissoras do mercado brasileiro. Esse desempenho fez a companhia receber, em janeiro, um aporte do fundo Tigger, que se tornou sócio. Uma tendência é de lojas virtuais e marcas partirem para a criação de fan pages no Facebook, com aplicativos de venda, para se diferenciar. Quem já apostou na nova tendência foi a grife carioca Dress, criada em 2004 e que colocou os pés no e-commerce há menos de um ano, com resultados surpreendentes. “Nossa loja virtual já registra, sem nenhum tipo de publicidade, 2 milhões de page views mensais e processa uma média de 1.500 vendas por mês”, afirma o sócio Rodrigo Braga. A fan page da marca tem 15 mil admiradores que desfrutam de promoções exclusivas por períodos de um a três dias. Quinzenalmente, a Dress fotografa modelos que podem ser adquiridos apenas por esse canal.
Fonte : GS&MD
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